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Melhores momentos do episódio 24 - Felipe Moraes feat. HIV

  • Foto do escritor: Bio Sym
    Bio Sym
  • 5 de nov. de 2021
  • 3 min de leitura

Atualizado: 8 de nov. de 2021


Bem-vindos aos melhores momentos do episódio 24 - Felipe Moraes feat. HIV


Oii bom dia, primeiramente queria que você nos contasse um pouco seu nomes, sua idade e de maneira geral um pouco sobre a sua condição?

Meu nome é Felipe, eu tenho 25 anos e fazem 6 que eu descobri o HIV. Assim, no começo é muito difícil para todas as pessoas que passam por esse diagnóstico, mas é bom que saibamos que a medicina está muito avançada e existe qualidade de vida pra quem tem essa condição. Muitas pessoas ainda tem esse tabu com o HIV, comecei a ver muito disso quando comecei a trabalhar com vídeos para internet. Viver com HIV é uma caixinha de surpresa, o começo é sempre muito confuso, principalmente os efeitos colaterais dos medicamentos, mas com toda certeza o preconceito é o grande problema nessa questão.


Como foi o seu diagnóstico?

Então, eu descobri com 19 anos, bem no começo de quando eu fui infectado e em 2 meses de tratamento eu já era indetectável, porque eu tratei cedo. Descobri por testes de rotina, se não fossem eles nem saberia. Após o diagnóstico em si, é muito assustador e confuso, principalmente devido a mídia em cima do HIV, o que me ajudou muito foi o apoio da minha família e dos meus amigos, mas as pessoas ficam com aquela dúvida de como será sua vida daquele momento em diante.


Porque você decidiu falar abertamente?

Eu sempre vi perfis falando sobre, mas mesmo assim o preconceito é muito grande e a falta de informação também, então quis aproveitar essa fase boa da internet, com o crescimento do TikTok e tudo mais para trazer mais informações.


Uma confusão muito comum é entre HIV e AIDS, você pode nos explicar um pouco essa diferença?

Isso é importante de se falar. Ambos são próximos, mas não são a mesma coisa. O HIV é o vírus que infecta o seu corpo, já a AIDS é a doença que o vírus ocasiona, a AIDS seria a evolução desse vírus que não é tratado. A AIDS e o HIV variam de pessoa para pessoa, o tempo que o vírus evolui para a doença, já vi pessoas que ficaram 20 anos sem tratamento até se tornarem AIDS. Quando ocorre a doença, aí é o que já estamos mais familiarizados, aquela destruição em cadeia do sistema imunológico.


Como é que é no ambiente de clínicas e hospitais? Ainda existem profissionais que possuem preconceito e falta de informação, mas na sua grande maioria os profissionais são muito bons e com um ótimo atendimento. O sistema de saúde vem mudando muito e ressaltando que temos o SUS aqui no Brasil, pois o tratamento é muito caro.


E o preconceito das pessoas no geral?

Ainda existe muito, várias pessoas se afastaram, relacionamentos que acabaram, gente achando que passa pelo ar, de tudo mesmo. O negócio é levar o conhecimento e é decisão das pessoas se vai ou não absorvê-lo.


E sobre as profilaxias?

Sim, existe o PrEP(profilaxia pré-exposição) e a PEP (profilaxia pós-exposição), que são medicamentos indicados para não contrair o HIV. Realmente funciona, mas mesmo existindo há mais de 10 anos, só de um tempos para cá essa informação está ficando mais forte, porque na minha época ninguém falava sobre.


Como é o tratamento?

Existem vários tipos de tratamento, eu particularmente tomo um comprimido por dia, mas tem pessoas que fazem tratamento no hospital de tempos em tempos. É importante lembrar, que muitos medicamentos dão efeitos colaterais, caso persistam você pode ver com o médico de trocar, mas nunca parar o tratamento. Não é mas aquela ideia de vários comprimidos ou cápsulas todo dia como é o conhecimento popular, como já comentei, a medicina avançou muito e há várias opções atualmente.


 
 
 

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